Desenhar é simples…

No livro Analisa, Explora & Cria também contemplámos atividades que permitem dar os primeiros passos na área do desenho e da pintura… Principalmente desmistificando a ideia de que desenhar é só “para quem tem jeito” ou é “algo difícil”.
Na proposta “Desenhar é simples…” damos uma pequena ajuda e começamos por propor uma observação atenta dos objetos, verificando-se que os mesmos se conseguem desenhar de forma muito simples. Se observarmos com atenção a “silhueta” do objeto (o seu contorno) verificamos que este é composto por várias formas simples: círculos, quadrados, triângulos…. A partir daqui, podemos representar mais facilmente o que observamos e, também, dar asas à imaginação!

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Da espontaneidade à pintura | Jackson Pollock

Fruir e libertar toda a nossa energia enquanto pintamos é seguramente uma atividade relaxante e, paralelamente, criadora e única. A técnica de pintura por gotejamento que Jackson Pollock utilizava nas suas pinturas (criada inicialmente por Max Ernst) foi aplicada nestes trabalhos em contexto de formação.
Uma grande superfície coberta com papéis foi pintada utilizando o rebentamento de balões cheios de tinta. A simples explosão do balão, provocada pelo rebentamento do mesmo, faz expelir a tinta em gotas e manchas por toda a superfície criando-se efeitos completamente inesperados e surpreendentes.

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Mangas de vento

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No livro Analisa, Explora & Cria dedicámos algumas propostas de atividades e experiências que articulam a área de Expressão e Educação Plástica com as Ciências Experimentais e o Estudo do Meio. Um desses exemplos é a proposta de construção de uma MANGA DE VENTO.
A manga de vento é um indicador visual que permite mostrar a orientação do vento. Normalmente tem uma forma cónica e pode ser confecionada em tecido adequado, tela polyester (ou outros), plástico ou outros materiais recuperados. É composta por duas aberturas: uma boca maior, que faz a captação do vento, sendo também o lado que irá fixar ao mastro e uma boca menor, ou boca de saída do vento, com um pequeno anel ou aro em metal no interior da bainha reforçada, para lhe conferir uma forma mais adequada.
A manga de vento fornece a direção do vento de superfície, e a informação estimada, da velocidade do vento, pela maior ou menor insuflação da manga.
Para além de ser utilizada em aeroportos, para a orientação da descolagem e aterragem das aeronaves ou ainda nas auto-estradas, pode ser também o mote para aprendizagens muito relevantes em contexto escolar, proporcionando, para além do conhecimento científico, outro tipo de aprendizagens sobre o espaço, o seu envolvente, entre outros aspetos estéticos e artísticos.

Papa-livros

O marcador de página (ou de livro) é um objeto simples, mas muito útil, que nos acompanha durante a leitura de um livro.
O marcador de canto encaixa perfeitamente na página do livro sem o estragar e é uma forma criativa para personalizar e deixar uma marca no livro que estamos a ler. A este marcador de canto, devido à sua colocação sui generis no livro, decidimos chamar PAPA-LIVROS.
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Brinquedos óticos – o Phenakistiscope de Joseph Plateau

Em 1989 Carlos Borges disse que “em animação a imagem não tem movimento; adquire-o quando junta com outras imagens, fotograma após fotograma. Eis a mágica sem magia”. É também desta mágica sem magia que no livro Analisa, Explora & Cria fazemos uma abordagem aos princípios de animação de imagens, neste caso particular, ao PHENAKISTISCOPE.
O Phenakistiscope foi desenvolvido/inventado por Joseph Plateau entre 1831 e 1833 e permitia, desdobrando um movimento em sucessivos desenhos (por ciclos), ter uma perfeita visualização e ilusão de movimento. De invento, este aparelho passou a ser considerado brinquedo, atendendo à sua popularidade.
Em contexto de sala de aula ou em atividades e situações diversificadas é um excelente recurso educativo, simples de realizar e com resultados que motivam e entusiasmam todos quantos participam.

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Máquinas de desenhar

A proposta é explorar as potencialidades expressivas da transmissão de movimento entre corpos em ações colaborativas, transformando uma roda de oleiro tradicional numa máquina de desenhar. A força exercida para mover o pedal da roda faz girar o prato, resultando num movimento circular. As ações estão interligadas, para desenhar é preciso pedalar e a variação de velocidade condiciona o ato de desenhar.
As ações individuais são registadas num quadrado branco utilizando materiais riscadores. Outras ações sobrepõem-se utilizando as mãos para esbater ou objetos para esgrafitar. As ações sucedem-se e os quadrados acumulam-se alinhados em consequência do movimento contagiante e repetitivo. Os registos individuais poderão ser organizados formando uma trama geométrica, explorando ritmos, contraste e harmonia de cores.

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Bruno Munari e as projeções diretas

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No livro “Fantasia, invenção, criatividade e imaginação na comunicação visual”, Bruno Munari explora aquilo a que chama “Projeções Diretas” e numa perpetiva de recuperação de materiais e equipamentos, com criatividade, retomamos no Analisa, Explora & Cria esta atividade. Mas o que são as Projeções Diretas?
É uma técnica através da qual podemos projetar vários tipos de objetos e outros elementos, numa tela ou numa parede, em grande dimensão. Para a realizar precisamos de um projetor de slides. Hoje em dia estes projetores quase já não se utilizam, pois com os computadores, as apresentações de diapositivos fazem-se com recurso a meios mais evoluídos. No entanto, devem facilmente conseguir arranjar um na escola pois certamente não os destruíram, apenas já não são utilizados. Para além do projetor de slides, também precisamos de comprar ou, ainda mais simples, fazer caixilhos com cartão e acetato.
Antigamente existiam caixilhos de vidro, próprios para estes trabalhos, mas mesmo os de plástico devem ser hoje muito difíceis de encontrar, mas podem facilmente fazer os caixilhos. Depois, apenas precisam de recolher elementos naturais: cascas de cebola, pequenas folhas de árvore, pétalas, etc. Podem também fazer experiências de misturas de tintas e cores, cola com pigmentos, redes e muitos outros materiais que se lembrem e que possam proporcionar um efeito interessante quando projetado em grandes dimensões, numa tela ou parede.

Gestualidade e desenho

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Gestos que desenham, desenhos que geram movimentos, privilegiar a espontaneidade, a improvisação, concentrar todas as energias na ação do corpo e no prazer do gesto. Com materiais riscadores simples, com objetos e instrumentos não convencionais, ou simplesmente com o corpo, a proposta é explorar as possibilidades e a expressividade do gesto, cruzando o desenho bilateral em grandes superfícies explorado por Tony Orrico com a exploração de diferentes suportes e materiais.

Helena Almeida

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A proposta compreende a observação e exploração do corpo como matéria plástica, o corpo todo ou parte dele, as relações que estabelece com o espaço que o envolve ou com outros corpos, e a interação com o suporte que o desvenda, que o reflete e lhe inverte o sentido.
Helena Almeida desenvolve o seu trabalho em diferentes campos artísticos, da pintura, à fotografia, à escultura, ao desenho, e muitas vezes todos estes elementos se conjugam numa mesma obra. Helena Almeida representa-se a si própria a “habitar dentro da obra”, uma forma interessante de percebermos a visão que temos de nós próprios, a que temos do nosso corpo e a forma como as outras pessoas nos vêem. Assim, a pintura e o desenho prolongam e estendem o nosso corpo e permitem-nos registar ações, reações e considerações que o ampliam.

Gilbert Legrand | Alexander Calder

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Podemos criar inúmeras esculturas a partir de pequenos objetos: uma escova de sapatos ou uma trincha de pernas para o ar transformam-se nos cabelos duma personagem, um cabide de madeira num automóvel, um alicate numa bailarina…
As possibilidades são quase infinitas, tantas quanto a criatividade.
Gilbert Legrand é um artista francês que utiliza objetos do dia a dia, transformando-os em esculturas bem humoradas. Legrand dá vida a objetos gastos como escovas, trinchas, torneiras, vassouras, cabides, funis, alicates, rolhas e tudo o que lhe vem à mão, criando simpáticas personagens. Este artista utiliza objetos simples, que todos reconhecem, mas que habitualmente não são trabalhados como peças de arte e que têm pouco valor comercial. São objetos fáceis de encontrar e alguns cabem na palma da mão. É um trabalho de paciência e de paixão em que o artista conjuga a sua habilidade manual, ao seu sentido de humor na escolha do objeto e na sua transformação.
Alexander Calder criou em 1931 as primeiras esculturas cinéticas, em que algumas partes suspensas se movem com a deslocação do ar, alterando a composição do conjunto. Nos mobiles e stabiles de Calder, os elementos de metal colorido suspensos movimentam-se delicadamente, em velocidades variáveis e em diferentes direções.
A proposta consiste em associar, sempre que possível, o trabalho destes dois artistas na criação de uma personagem expressiva e com muitas histórias para contar…